terça-feira, 9 de novembro de 2010

Desalinho

"A gente passa toda uma vida em busca de definições.
E depois de muito tempo você descobre, que não há definição.
Vida é falta de definição. É transitória mesmo. Agora eu entendi.
Não tem a portinha certa. Não tem o mapa da mina.
O mapa muda toda hora.
A mina pode explodir a qualquer hora e qualquer lugar.
Não é assim? Acho que eu vou me dar alta!
Porque eu nunca vou estar pronto.
Tudo que eu preciso é conviver bem com meu desalinho,
com minha inconstância e com as surpresas que a vida traz.
De resto, a vida continua. Porque agora eu sei,
se eu tive problema um dia, não foi por falta de felicidade.."

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Um desabafo. Uma homenagem a quem se foi. Uma saudade.

"Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava."


Todo mundo conhece alguém que já partiu. Um familiar, um amigo, alguém próximo ou não a você. E, hoje, no dia dois de novembro, saímos para rezar pela alma de quem já se foi, na esperança que tenha encontrado um lugar melhor pra viver. Na esperança de que essa pessoa viva no paraíso, com Deus, Maria, Jesus... rodeada de anjinhos. Ou que apenas, tenha encontrado a verdadeira paz.
Quando tinha 11 anos, perdi minha avó. Lembro como se fosse hoje daquele dia. Um domingo. Era madrugada e minha avó estava internada no Hospital do Coração se recuperando de uma cirurgia cardíaca. O telefone da minha casa tocou. Eu acordei e fiquei com preguiça de atender. Um tempo depois, alguém tinha atendido o telefone. Desse momento até o meu pai ir me acordar é confuso. As imagens se sobrepõem. Acho que por conta da sonolência.
Meu pai chegou no meu quarto, sentou-se ao meu lado e disse baixinho, pra não acordar minha irmã: " Silvia, vou ao hospital com sua mãe. Ligaram de lá, pedindo que fossemos. Quando amanhecer, seu tio virá pegar vocês."
Não entendi porque tinham ligado tão cedo do hospital. Mas não discuti, e então voltei a dormir. Quando amanheceu, meu tio nos levou para sua casa. Naquele dia, também resolvi ir a missa. Pedi proteção a minha avó, esperando que ela saísse logo da UTI e fosse pra casa. A uns dias, tinha tido um sonho estranho com ela. A vi na UTI com aquela danação de fios e ligada a vários aparelhos. Queria que ela fosse logo pra casa...
Quando voltei da missa, minha tia sentou-se ao meu lado e disse: "Silvinha, tenho uma noticia ruim para você. Você lembra o que o padre disse na missa hoje? (coincidencia ou não, a liturgia era sobre morte) Sua avó foi morar com papai do céu. Ela faleceu hoje de madrugada. Sinto muito..." E me abraçou.
Imediatamente comecei a chorar. Chorei, chorei, chorei. Tinha perdido o chão naquela hora. Minha avó. Minha segunda mãe. MINHA AVÓ estava morta.
Minha prima conversou comigo depois, tentando me acalmar, quase que inutilmente. Eu disse que queria ir pro velório, ir ao enterro.
Quando cheguei no velório, vendo todo mundo de preto, ou com cores escuras demais, chorando, abraçando um e outro... Chorei novamente. Não conseguia acreditar que realmente minha avó tinha falecido.
Lutei pra criar coragem e chegar ao caixão. Tinha medo. Enfim, consegui... Minha avó estava inchada, meio roxa.. Pensava: "Vó, o que aconteceu com a senhora? Volta, por favor! Quer que eu tire esses algodões?" Eu queria tirar aqueles malditos algodões. E se ela acordasse? Não conseguiria respirar... Mas minha avó, estava tão linda. Mesmo com o inchaço e a roxidão. Ela tava com aquela expressão de "eu estou em paz". Sabe, naquele momento, eu pensei... " Ela viu meu avô. Meu avô e meu tio, seu filho que morreu tão cedo. Eles que vieram pega-la. Ela ta feliz" Ai, tentei dar um esboço de sorriso.
Isso foi há 7 anos. Há 7 anos sinto a falta da minha avó. Há 7 anos imagino que onde ela estiver, está feliz, junto a seu marido, seu filho, sua mãe... Protegendo a mim, minha irmã, minha mãe, suas outras filhas, seus outros netos.
Há 7 anos sei que minha avó esta sempre de olho em mim. Esteve comigo todos os dias. Desde os dias qualquer, até os mais importantes e felizes: meus 15 anos, vestibular, aprovação... Tenho certeza que no dia que saiu aquele resultado, que eu passei, minha avó fez uma festa onde quer que ela estivesse. Melhor, tenho certeza que ela veio comemorar comigo. Que chorou junto, que riu junto. Que ficou feliz junto.
Esse é o sétimo dia de finados. É a sétima vez que realmente percebo que minha avó se foi. Porque nos demais dias, é como se ela estivesse fazendo uma longa viagem mas que já já tá chegando. Faz 7 anos.

Eu sei, sei que estarás sempre a me proteger. A me guiar. Me ajudando a fazer as melhores escolhas. Ficando feliz quando eu finalmente acertar. Brigando comigo quando eu errar. Sei que me acompanhas todos os dias pela minha trajetória, no desejo de eu conseguir ser alguém nesse mundo.
Eu te amo, vovó. Sinto tanto a tua falta.



"O dia dos mortos é um dia de respeito, dedicado para que as famílias celebrem a vida eterna dos seus entes falecidos, tendo esperança de que tenham sido recebidos pelo reino de Deus."

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Seja você quem for,





seja qual for a posição social que você tenha na vida, a mais alta ou a mais baixa, tenha sempre como meta muita força, muita determinação e sempre faça tudo com muito amor e com muita fé em Deus, que um dia você chega lá. De alguma maneira você chega lá."




Ayrton Senna.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Eu desejo

Eu desejo um amor. Uma paixão forte, marcante. Capaz de me fazer suspirar e sorrir do nada, ouvindo uma música, vendo um outro casal...
Eu desejo um amor. Um amor que me faça feliz enquanto ele durar. Cheio de lembranças, sussurros, beijos e abraços. Um amor verdadeiro, único.
Eu desejo um amor reciproco, encantado, apaixonante. Quem sabe, eterno.
Eu desejo um amor pra dividir meus momentos de alegria, pra acalmar minhas dores, amenizar minha tristeza.
Eu desejo um amor que pergunte como foi meu dia, converse sobre o seu... Entre beijos e carinhos.
Que conversemos besteiras, riamos um do outro.
Eu desejo um amor que continue forte, independente do tempo que passar. Que vença a rotina.
Eu desejo um amor que supere as brigas, e que as reconciliações sempre terminem com um beijo cada vez mais apaixonado.
Eu desejo um amor, e como diz Frejat "que seja bom pra mim".

"Eu procuro um amor, que ainda não encontrei
Diferente de todos que amei,
Nos seus olhos quero descobrir uma razão para viver
E as feridas dessa vida eu quero esquecer

Pode ser que eu a encontre numa fila de cinema
Numa esquina ou numa mesa de bar

Procuro um amor, que seja bom pra mim
Vou procurar, eu vou ate o fim
E eu vou trata-la bem,pra que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer os meus segredos

Eu procuro um amor, uma razão para viver
E as feridas dessa vida eu quero esquecer
Pode ser que eu gagueje sem saber o que falar
Mas eu disfarço e não saio sem ela de lá

Procuro um amor, que seja bom pra mim
Vou procurar, eu vou ate o fim
E eu vou trata-la bem,pra que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer os meus segredos

Procuro um amor que seja bom pra mim
Vou procurar eu vou ate o fim
Eu procuro um amor que seja bom pra mim
Vou procurar eu vou ate o fim"

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Socorro

Em meio a preparação para a semana do Segundo Encontro Festivo de Cinesiologia... uma música para relaxar da Cássia Eller, composição de Arnaldo Antunes e Alice Ruiz

Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar, nem pra rir
Socorro, alguma alma, mesmo que penada
Me entregue suas penas
Já não sinto amor, nem dor, já não sinto nada
Socorro, alguém me dê um coração
Que esse já não bate, nem apanha
Por favor, uma emoção pequena
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta
Em tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Socorro, alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada
Socorro, eu já não sinto nada, nada


Qualquer semelhança é mera coincidência.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Apaixonar-se. Casar-se. Ter um filho. Não necessáriamente nessa ordem: PLANO B


Comédia. Comédia Romântica. Eu gosto.
Fico imaginando como seria se minha vida fosse uma comédia romântica. Como seria se eu esbarrasse com o homem da minha vida num trem, num onibus, num bar, numa calçada ou rua qualquer. Todas as situações engraçadas, constrangedoras, estranhas... Que acabariam nos levando a descobrir que eramos apaixonados, feitos um para outro. Casar, ter filhos (casar e ter filhos?). Um até que a morte nos separe digno de um filme de Hollywood. Ai, por mais que esses filmes de comédia sejam sempre melosos, muito parecidos, eu gosto.

E PLANO B foi uma das melhores comédias românticas que vi até hoje. Foge um pouco do rotineiro para as comédias desse tipo. É um filme que você rir do inicio ao final. E sem limites. É uma comédia que explora tudo que uma mulher deseja (ou quase todas, mas todas em algum momento da vida): amor, casamento e família. Mas nesse caso, de trás pra frente.
O filme conta no elenco com a linda da Jennifer Lopez e o fofo, tudo de bom Alex O' Loughlin. A Jennifer vive Zoe, uma mulher que depois de namorar 5 anos com caras errados desisti de esperar pelo homem perfeito e resolver ter um filho "sozinha", através de inseminação artificial: seu plano B. Porém, ela acaba conhecendo Stan, personagem do Alex, o cara que começa a apresentar "reais possibilidades".
Enfim, é um ótimo filme. ( E eu adoraria encontrar um Stan no meio do cmainho pra faculdade.)

domingo, 17 de outubro de 2010

O Libertino


Adoro cinema. Adoro história.
O filme da semana foi O Libertino. Resultado: perfeição.


“Permita-me que seja franco antes de começar
Não vão gostar de mim
Os cavalheiros sentirão inveja
e as damas, repulsa
Não vão gostar de mim agora
e muito menos no decorrer da história
Damas, um aviso:
Estou disponível.
Sempre.”
- John Wilmot


O Libertino conta a história de John Wilmot, o Segundo Conde de Rochester (interpretado pelo lindo, perfeito, tudo de bom, Johnny Depp), rebelde e GÊNIO literário da restauração inglesa do século XVII, de língua ácida e verdadeira. Um homem que viveu INTENSAMENTE sua liberdade e libertinagem, em plena Inglaterra governada pelo rei Charles e ESCANDALIZOU a sociedade londrina. Wilmot era um verdadeiro BOÊMIO. Ou, uma figura controversa.
O filme começa com um monologo. Wilmot se apresenta ao então público e deixa ao final a mensagem "vocês não gostaram de mim". Em seguida, passamos a viver um pouco dos últimos anos de vida do Conde de Rochester. Esse período é centrado no pedido do rei Chales: escrever uma peça que enalteça seu reinado: "Elizabeth teve seu Skapeare; Charles, Wilmot". Mas, Wilmot não dá tanta importância ao pedido do rei e continua sua vida de vícios: álcool e prostitutas. Então, se apaixona pela Lizzie Berry, uma atriz que é vista por Wilmot como um diamante bruto. Após lapidado por ele, Lizzie brilharia nos palcos e seria um incrível atriz.
A decadência e vida debochada de Wilmot o leva a uma morte prematura aos 33 anos, vítima da sífilis e alcoolismo. As doenças venéreas roeram seu nariz e ele freqüentava o parlamento usando um nariz de prata. Cenas bem angustiantes. Até sebosas mesmo.
O filme promete cenas calientes pelo título. A verdade é que ele apenas promete muito. Claro, há cenas com um toque de "sacanagem", principalmente no começo. Mas não tanto quanto você imagina. O filme mantém a linha "comportado", talvez pelo roteiro, talvez pelo medo de não escandalizar muito, ou talvez porque a libetinagem da época fosse mais "comportada". Mas o filme não deixa de ser PERFEITO. Desde cenografia, figurinos... até elenco. Aah, o ELENCO. Esse filme me ganhou pela história e pelo Deep. Sem sombra de dúvidas, Deep teve uma das suas melhores interpretações. Uma atuação forte, marcante, sensual, e completamente diferente da que estamos acostumados a lembrar quando pensamos no Depp: nada de certinho ou fofinho. Uma interpretação INCRIVEL. Pena que muitas pessoas desconheçam seu trabalho nesse filme. Sua interpretação é de surpreender muita gente.


Há quem diga que o filme não é lá essas coisas, cada um com seu gosto. Mas, que é um bom lazer, não tenha dúvidas. De todo jeito, eu recomendo. É um ótimo filme.