sábado, 5 de fevereiro de 2011
Prefácio
Isso deveria ser o lema que procurei minha vida toda seguir. Mas que coisa difícil essa, heim? Veja bem, você consegue não se importar, não se apegar, não ligar, não procurar, não está disponível praquela pessoa pela qual você tem um carinho imenso? Por mais que você queira, é tão raro...
Os relacionamentos humanos são tão complexos, tão cheios de altos e baixos, que me pergunto se seguir esse lema realmente faria das coisas mais fáceis ou se isso apenas camuflaria uma situação. De toda forma, estou nessa de não se importar, não se apegar, não está disponível. A questão é: eu fiz o contrário durante quase 2 anos. E quando você cria uma rotina de certa dependência, quebrar vínculos, amenizar sentimentos, se tornam ainda mais complexos e ainda mais difíceis. Você fica numa encruzilhada. E ninguém gosta de se sentir sem saída.
Você se pega perguntando se conseguirá manter certa distância dessa pessoa. E você realmente quer isso. Afinal, quem quer se importar com alguém que não tá muito ai pra você? Quem quer se apegar a alguém que não quis se apegar a você? Ninguém.
Só que, as coisas não são assim. Isso não é só questão de escolha. Você precisa controlar sua dependência. Eu por exemplo, me sinto totalmente dependente de uma pessoa. Sinto necessidade de conversar com ela, de ser notada por ela. Definitivamente, ela é a primeira pessoa que penso quando preciso desabafar; quando preciso de um abraço; de uma palavra de amigo. E isso, ao passo que é maravilhoso, é angustiante. Porque, enquanto estou me distanciando, tem uma força que me puxa ainda mais pra perto dessa pessoa. E, às vezes, eu não consigo com ela e acabo cedendo. Frustrante.
E quando isso acontece, me pego perguntando se essa pessoa se sente um pouco dependente de mim. Se ela às vezes sente vontade de conversar comigo quando algo está errado ou até quando esta tudo perfeitamente bem; se pensa em mim, quando precisa de um abraço, de um conselho, de um ombro amigo. Às vezes, eu acho que não. E é isso que me faz ter força novamente pra tentar me distanciar de novo. E o ciclo se repete. Dia após dia.
Até Deus já foi questionado por isso. Teimo em acreditar que deve haver um motivo. Mas não acho que justifique tamanho grau de dependência, a ponto de me fazer ficar até com certo ciúme.
Independente disso, acho que ultimamente, devo procurar levar a sério esse lema. Não sei se conseguirei transformá-lo em algo duradouro, e quem sabe, criar em mim um novo sentimento, uma coisa mais fria em relação a essa pessoa. Mas, a todos resta o beneficio da dúvida, portanto, acho que devo usar o meu.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Posso esquecer de respirar?
Bom, eu queria ser assim. Nossa, como gostaria de ser uma daquelas pessoas que não "remoem" as coisas. Que jogam sua raiva no momento, e depois tudo fica bem (na medida do possível). Eu sei o quanto é angustiante essa sensação de aprisionamento por conta das memórias ruins que não consigo jogar no lixo. Eu muitas vezes me chateio com algo, e fico com isso pra mim. Como se eu devesse me martirizar. Conviver sozinha com minha raiva embutida. E isso me faz mal. Eu sei. Acho que todas as explicações e respostas pro que eu entendo da minha vida se resume a isso. A ter sentimentos embutidos. Sejam eles bons ou ruins. Acho que é por isso que não consigo me socializar como gostaria. Que não tenho lá tantos amigos como gostaria. Que não me envolvo com alguém especial como gostaria. Que me sinto sempre sozinha mesmo que tenham pessoas a minha volta.
Esse grau de reserva é insuportável. É doloroso se viver sozinha. Não ter uma companhia pra ver um filme, ou tomar um sorvete. Ou apenas, passar uma tarde rindo, conversando... Não ter ninguém pra desabafar. E pior, mesmo que se tenha, não conseguir. Viver com os monstros dos segredos. Dos sentimentos calados. Esses que costumam assombrar numa noite chuvosa, ou quando o silêncio torna-se profundo demais. Assustador demais.
Agora, eu só posso esquecer de respirar?
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Enfim
Ela olhou em volta. Estava sozinha. Não. Havia um gato ali perto. Próximo ao banco, esperando ansiosamente que caíssem algumas migalhas do sanduiche. O tempo estava nublado. Nada mais adequado para essa ocasião. A solidão combina fielmente ao tempo fechado, a tempestade. Se bem que, chuva também pede companhia. No frio, o corpo deseja mais que nunca outro corpo. O contato, o toque, o calor de dois corpos se encontrando. A fusão de dois desejos, agora em um só. Aah, como ela queria uma companhia naquela tarde nublada. E no dia seguinte, e no outro, e no outro. Para sempre, até que para sempre durasse.
Ser só era algo muito fácil. Você não precisa de muita coisa para conseguir essa façanha. Ela gostava de ser só. Sentia-se livre. Independente. Mas algumas vezes, ela se sentia tão só que se tornava vulnerável da própria solidão. E disso, ela não gostava. Queria companhia pra ir ao cinema, a praia, a sorveteria. Alguém pra conversar. Sim, conversar. Ela precisa de alguém real pra conversar. Não que conversar com você mesma seja errado, mas, sejamos sincero. Até isso tem limite. Às vezes, você precisa conversar com outra pessoa, saber uma opinião de fora.
O gato se aproximou. Encostou-se na sua perna. Carinho. Ou não, gato é um animal interesseiro, talvez, esse movimento fosse totalmente intencional. Afinal, ele queria comer, não é mesmo? A aproximação era vital. Mas ela preferiu pensar como carinho. Sim, o gato talvez sentisse pena dela. Que decadência. Um animal sentir pena dela. E estava ali, dando carinho...
Uma gota. Começa a chover. Era hora de se recolher. Mas ela não se levantou. Deixou-se ficar ali, pra curtir a chuva. Levantou-se, correu, pulou. Brincou com as gotas que caiam. Ela ficou feliz. Era como se cada gota que molhava seu corpo levasse um pedacinho da sua angústia pra longe. Pra bem longe; O gato, coitado, correu da chuva. E não conseguiu as tão sonhadas migalhas. E agora, ela ficara sem sua companhia. Mas naquele momento, ela nem percebeu. Queria continuar ali, brincando. Pedindo pra que aquela chuva não parasse.
Ela cansou. Havia passado 2 horas desde que começara a chover. E alguém lá em cima escutou suas preces, porque, a chuva não dava tréguas. Voltou a sentar-se no banco, e quando ia se deitando nele, alguém se aproximou e pediu licença para sentar-se. Não que ela fosse uma pessoa mal educada, mas naquele momento, falou inconscientemente todos os palavrões que conhecia, e até inventou outros. Mas não tinha forças pra expulsar o pobre homem de lá, e não tinha motivos pra isso também, ninguém tinha culpa da sua infelicidade. Então, afastou-se e deu lugar pro pobre homem.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Devaneio
(Divã)
E você nao se sente amado só no sentido amoroso da coisa. Isso serve também com amigos, certo? Então, se for assim... Tá dificil sentir-se amado por alguém que não vem o caso agora.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
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A gente fica só, outra vez, e tem que começar do nada, correndo loucamente em busca de outros vasos que vê. Cada um que surge parece o último. Mais todos são de barro, quebram-se antes que possamos reformular as perguntas. E começamos de novo, mais uma vez, dia após dia, ano após ano. Um dia a gente chega na frente do espelho e descobre: "Envelheci".
Então, a busca termina. As perguntas calam no fundo da garganta, e vem a morte. Que talvez seja a grande resposta. A única.
Caio Fernando de Abreu. Limite Branco
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
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Esses dias estão sendo difíceis. Discussões, brigas, birras, desespero, raivas. Assim, bem tudo junto e misturado mesmo. Só que dezembro chega, com a esperança do final dessa ano meio fatídico. Na ilusão, ou não, de um 2011 mais ajustável, mais feliz...
E eu vou cintinuando nesse desejo... " Desejou que ele a beijasse. Quis que ele arrastasse sua mão e a puxasse para si." (A menina que roubava livros)
domingo, 28 de novembro de 2010
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Caio Fernando Abreu
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Dias Cinzas
Sim, Nando Reis em tudo. Suas músicas embalam os meus dias mais felizes, e os meus dias mais tristes. É ao som da sua voz que muitas vezes encontro o conforto que espero encontrar em uma pessoa especial, e na sua falta... Bom, ainda bem que existem as músicas do Nando.
Falar em pessoa especial, Deus, se você quiser brincar de colocar uma no meu caminho, vou agradecer. Sei que por um vacilo meu, perdi uma chance. E isso até hoje me incomoda tanto, tanto...
Mas, a música do dia hoje, nao é do Nando, pasmém. A lua de hoje merecia um bom reggae. Entao...
Chimarruts: Do Lado de Cá
Se a vida às vezes dá uns dias de segundos cinzas
e o tempo tic taca devagar
Põe o teu melhor vestido, brilha teu sorriso
Vem pra cá, vem pra cá
Se a vida muitas vezes só chuvisca, só garoa
e tudo não parece funcionar
Deixe esse problema a toa, pra ficar na boa
Vem pra cá
Do lado de cá, a vista é bonita
A maré é boa de provar
Do lado de cá, eu vivo tranquila
E o meu corpo dança sem parar
Do lado de cá tem música, amigos e alguém para amar
Do lado de cá
Do lado de cá
Se a vida às vezes dá uns dias de segundos cinzas
e o tempo tic taca devagar
Põe o teu melhor vestido, brilha teu sorriso
Vem pra cá, vem pra cá
Se a vida muitas vezes só chuvisca, só garoa
e tudo não parece funcionar
Deixe esse problema a toa, pra ficar na boa
Vem pra cá
Do lado de cá, a vista é bonita
A maré é boa de provar
Do lado de cá, eu vivo tranquila
E o meu corpo dança sem parar
Do lado de cá tem música, amigos e alguém para amar
Do lado de cá
A vida é agora, vê se não demora.
Pra recomeçar é só ter vontade de felicidade pra pular
A maré é boa de provar
Do lado de cá, eu vivo tranquila
E o meu corpo dança sem parar
Do lado de cá tem música, amigos e alguém para amar
Do lado de cá
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Desalinho
"A gente passa toda uma vida em busca de definições.
E depois de muito tempo você descobre, que não há definição.
Vida é falta de definição. É transitória mesmo. Agora eu entendi.
Não tem a portinha certa. Não tem o mapa da mina.
O mapa muda toda hora.
A mina pode explodir a qualquer hora e qualquer lugar.
Não é assim? Acho que eu vou me dar alta!
Porque eu nunca vou estar pronto.
Tudo que eu preciso é conviver bem com meu desalinho,
com minha inconstância e com as surpresas que a vida traz.
De resto, a vida continua. Porque agora eu sei,
se eu tive problema um dia, não foi por falta de felicidade.."
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Um desabafo. Uma homenagem a quem se foi. Uma saudade.
Quando tinha 11 anos, perdi minha avó. Lembro como se fosse hoje daquele dia. Um domingo. Era madrugada e minha avó estava internada no Hospital do Coração se recuperando de uma cirurgia cardíaca. O telefone da minha casa tocou. Eu acordei e fiquei com preguiça de atender. Um tempo depois, alguém tinha atendido o telefone. Desse momento até o meu pai ir me acordar é confuso. As imagens se sobrepõem. Acho que por conta da sonolência.
Meu pai chegou no meu quarto, sentou-se ao meu lado e disse baixinho, pra não acordar minha irmã: " Silvia, vou ao hospital com sua mãe. Ligaram de lá, pedindo que fossemos. Quando amanhecer, seu tio virá pegar vocês."
Não entendi porque tinham ligado tão cedo do hospital. Mas não discuti, e então voltei a dormir. Quando amanheceu, meu tio nos levou para sua casa. Naquele dia, também resolvi ir a missa. Pedi proteção a minha avó, esperando que ela saísse logo da UTI e fosse pra casa. A uns dias, tinha tido um sonho estranho com ela. A vi na UTI com aquela danação de fios e ligada a vários aparelhos. Queria que ela fosse logo pra casa...
Quando voltei da missa, minha tia sentou-se ao meu lado e disse: "Silvinha, tenho uma noticia ruim para você. Você lembra o que o padre disse na missa hoje? (coincidencia ou não, a liturgia era sobre morte) Sua avó foi morar com papai do céu. Ela faleceu hoje de madrugada. Sinto muito..." E me abraçou.
Imediatamente comecei a chorar. Chorei, chorei, chorei. Tinha perdido o chão naquela hora. Minha avó. Minha segunda mãe. MINHA AVÓ estava morta.
Minha prima conversou comigo depois, tentando me acalmar, quase que inutilmente. Eu disse que queria ir pro velório, ir ao enterro.
Quando cheguei no velório, vendo todo mundo de preto, ou com cores escuras demais, chorando, abraçando um e outro... Chorei novamente. Não conseguia acreditar que realmente minha avó tinha falecido.
Lutei pra criar coragem e chegar ao caixão. Tinha medo. Enfim, consegui... Minha avó estava inchada, meio roxa.. Pensava: "Vó, o que aconteceu com a senhora? Volta, por favor! Quer que eu tire esses algodões?" Eu queria tirar aqueles malditos algodões. E se ela acordasse? Não conseguiria respirar... Mas minha avó, estava tão linda. Mesmo com o inchaço e a roxidão. Ela tava com aquela expressão de "eu estou em paz". Sabe, naquele momento, eu pensei... " Ela viu meu avô. Meu avô e meu tio, seu filho que morreu tão cedo. Eles que vieram pega-la. Ela ta feliz" Ai, tentei dar um esboço de sorriso.
Isso foi há 7 anos. Há 7 anos sinto a falta da minha avó. Há 7 anos imagino que onde ela estiver, está feliz, junto a seu marido, seu filho, sua mãe... Protegendo a mim, minha irmã, minha mãe, suas outras filhas, seus outros netos.
Há 7 anos sei que minha avó esta sempre de olho em mim. Esteve comigo todos os dias. Desde os dias qualquer, até os mais importantes e felizes: meus 15 anos, vestibular, aprovação... Tenho certeza que no dia que saiu aquele resultado, que eu passei, minha avó fez uma festa onde quer que ela estivesse. Melhor, tenho certeza que ela veio comemorar comigo. Que chorou junto, que riu junto. Que ficou feliz junto.
Esse é o sétimo dia de finados. É a sétima vez que realmente percebo que minha avó se foi. Porque nos demais dias, é como se ela estivesse fazendo uma longa viagem mas que já já tá chegando. Faz 7 anos.
Eu sei, sei que estarás sempre a me proteger. A me guiar. Me ajudando a fazer as melhores escolhas. Ficando feliz quando eu finalmente acertar. Brigando comigo quando eu errar. Sei que me acompanhas todos os dias pela minha trajetória, no desejo de eu conseguir ser alguém nesse mundo.
Eu te amo, vovó. Sinto tanto a tua falta.
"O dia dos mortos é um dia de respeito, dedicado para que as famílias celebrem a vida eterna dos seus entes falecidos, tendo esperança de que tenham sido recebidos pelo reino de Deus."
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Seja você quem for,
seja qual for a posição social que você tenha na vida, a mais alta ou a mais baixa, tenha sempre como meta muita força, muita determinação e sempre faça tudo com muito amor e com muita fé em Deus, que um dia você chega lá. De alguma maneira você chega lá."
Ayrton Senna.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Eu desejo
Eu desejo um amor. Um amor que me faça feliz enquanto ele durar. Cheio de lembranças, sussurros, beijos e abraços. Um amor verdadeiro, único.
Eu desejo um amor reciproco, encantado, apaixonante. Quem sabe, eterno.
Eu desejo um amor pra dividir meus momentos de alegria, pra acalmar minhas dores, amenizar minha tristeza.
Eu desejo um amor que pergunte como foi meu dia, converse sobre o seu... Entre beijos e carinhos.
Que conversemos besteiras, riamos um do outro.
Eu desejo um amor que continue forte, independente do tempo que passar. Que vença a rotina.
Eu desejo um amor que supere as brigas, e que as reconciliações sempre terminem com um beijo cada vez mais apaixonado.
Eu desejo um amor, e como diz Frejat "que seja bom pra mim".
"Eu procuro um amor, que ainda não encontrei
Diferente de todos que amei,
Nos seus olhos quero descobrir uma razão para viver
E as feridas dessa vida eu quero esquecer
Pode ser que eu a encontre numa fila de cinema
Numa esquina ou numa mesa de bar
Procuro um amor, que seja bom pra mim
Vou procurar, eu vou ate o fim
E eu vou trata-la bem,pra que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer os meus segredos
Eu procuro um amor, uma razão para viver
E as feridas dessa vida eu quero esquecer
Pode ser que eu gagueje sem saber o que falar
Mas eu disfarço e não saio sem ela de lá
Procuro um amor, que seja bom pra mim
Vou procurar, eu vou ate o fim
E eu vou trata-la bem,pra que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer os meus segredos
Procuro um amor que seja bom pra mim
Vou procurar eu vou ate o fim
Eu procuro um amor que seja bom pra mim
Vou procurar eu vou ate o fim"
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
De Janeiro a Janeiro
E ai, a música da semana é De janeiro a Janeiro, composição de Nando Reis na voz de Roberta Campos.
Não consigo olhar no fundo dos seus olhos
E enxergar as coisas que me deixam no ar, me deixam no ar
As várias fases, estações que me levam com o vento
E o pensamento bem devagar
Sim. Aquela pessoa que você gosta. A timidez e todas as alterações fisiológicas que a percepção da pessoa amada causa em você. O pensamento lento, vago, distante. A sensação de está fora de orbita.
Outra vez, eu tive que fugir
Eu tive que correr, pra não me entregar
As loucuras que me levam até você
Me fazem esquecer, que eu não posso chorar
O medo. Medo de tentar e se magoar. Medo de não ser correspondida. Só medo. Mas mesmo assim, você ainda faz loucuras pra chamar a atenção da pessoa amada. E, por mais que sofra, sempre tenta engolir o choro.
Olhe bem no fundo dos meus olhos
E sinta a emoção que nascerá quando você me olhar
O universo conspira a nosso favor
A conseqüência do destino é o amor, pra sempre vou te amar
A esperança. Esperança desse amor ser correspondido, dele valer a pena. Dele ser bom. A esperança de um amor surgir na troca de olhares, muitas vezes inocentes, na expectativa. A inocência de um amor jovem.
Mas talvez, você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor, não será passageiro
Te amarei de janeiro a janeiro
Até o mundo acabar
O reconhecimento. Acreditar nesse amor, mesmo que os outros não achem que ele vale a pena. Mesmo que você não ache que ele vale a pena. Acreditar no sentimento verdadeiro e puro que nasce sem explicação, sem querer. Acreditar que ele é pra vida inteira.
Eu acredito nesse amor que acontece sem explicação. Que nasce num olhar. Que me faz perder o rumo, voar. Que faz meu pensamento ficar lento, distante. Que me faz suar frio, ter calafrios. Que me faz amar. Ter raiva de amar. Ter medo de amar. E ser feliz por amar. Essa mistura de sensações loucas, sem sentido, que atormenta a alma da gente. E que se torna ainda mais angustiante quando você não quer, não pode...
Eu amo.
Meio fio
Incrivel a facilidade que canceriana tem pra se deixar abalar pelas coisas que acontecem a sua volta. Simplesmente ela para de funcionar. E ainda, se essas "coisas que acontecem a sua volta" envolver alguém que ela gosta muito, pronto... O estrago tá feito.
Foi isso que aconteceu comigo essa semana. Gente, mas que semana. Tudo deu errado. Mas pra resumir o conto da burralda... Eu perdi o controle da situação. Sabe aquelas situações onde você tem que viver no meio-fio da vida? Ali, mantendo o equilibrio e buscando forças pra aguentar a trajetória sem cair.... Pois bem, tenho que lidar com uma situação dessa a quase 6 meses, e como é de praxe... Não tenho a habilidade de manter o equilibrio sempre, ou seja... Já cai algumas vezes. Cair algumas vezes implica dizer que eu perdi o controle, agi impulsivamente, fiz besteira e me arrependi. Agora, tenho que lutar com os amiguinhos inconscientes. E pra completar, briguei com meu amigo. Legal, não?
domingo, 10 de outubro de 2010
Meio Matriz
Se apaixonar loucamente por um cara, idealizar sobre o futuro de vocês e achar tudo o que ele faz perfeito. Quando isso acontece, aah... demora só um pouquinho pra "se curar".
É. Eu tenho um amor platônico. Aquele amor a distância, que não toca, não se aproxima, não evolui, não envolve. Cheio de fantasias, idealizações, desejos, esperanças... Meio fora da realidade, meio Matriz. Aquele amor que é só meu, de longe, meio que da janela.
"Eu sou apenas alguém
Ou até mesmo ninguém
Talvez alguém invisível
Que a admira a distância
Sem a menor esperança
De um dia tornar-me visível"
Mas, esse amor não é tão platônico assim. Eu acho. Não é aquele amor tão impossível, surreal, utópico. Não porque seja compartilhado, ou porque possa um dia da certo. (Ok, Eu tenho aquela esperança calada. Aquela expectativa de uma ligação ou qualquer coisa que mude meu dia, meu rumo, minha vida, nem que seja por algumas horas, semanas, meses... anos. Enfim). É mais porque, o que eu sinto, não é algo que possa ser classificado como passageiro. Tá mais pra um amor tímido, calado, misterioso, medroso, introvertido.
Que confusão a gente faz quando se ta apaixonada.
(Sim, eu gosto de você. É tão dificil você perceber? Até gente que mal me vê, já percebeu.)
"E você?
Você é o motivo
Do meu amanhecer
E a minha angústia
Ao anoitecer"
Hoje estava vendo umas fotos, umas mensagens perdidas no celular. Sabe, meu coração bateu acelerado. Agora eu tenho certeza. Mas, porque fui ter certeza tão tarde?
Platônico por achar que perdi minha chance. Um raio não cai tão fácil no mesmo lugar mais de uma vez. Agora, a gente fica com o amor escondido. Amor? Paixão, desejo, vontade, querer... Talvez não amor. Talvez sim. Ah... Quem vai entender o que se passa com o coração da gente?
Agora... Agora eu fico sonhando com um dia qualquer. Não qualquer. Porque, de qualquer, esse dia não vai ter nada. No exato momento que esse dia chegar, ele não será mais qualquer. Não pra mim. E eu vou continuar sonhando com ele.
(Novembro tá chegando, quem sabe, né? - " Tudo pode acontecer, quando você chegar e me olhar")
"Eu sei de todas as suas tristezas
E alegrias
Mas você nada sabes
Nem da minha fraqueza
Nem da minha covardia
Nem sequer que eu existo
E como um filme banal
Entre o figurante e a atriz principal
Meu papel era irrelevante
Para contracenar
No final"
Enfim, o que eu estou dizendo?
Bobagem é acreditar que isso nunca vai acontecer com a gente.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Baldes de Água fria
Não vou dizer que não gostava de passar essa imagem. Pelo contrário, eu adorava. Me sentia especial, alimentava meu ego. Em compensação, me sentia na obrigação de manter minhas notas num nível ao menos bom. E esse bom, estava com certeza acima de 7. Queria me ver feliz, eu tirar de 9 em diante. Gente, ficava radiante. Mas quando não conseguia, a decepção era certa. Raiva, frustação, tristeza, sentimento de falha, culpa... Tudo. Ficava realmente mal.
Mas ai, os dias se passaram e eu fui aprovada no vestibular. Não vou mentir que adorei minha colocação, foi na verdade uma surpresa me ver em 6º lugar no curso de Fisioterapia na UFRN. Mas também não vou dizer que não queria ter pego o 1º lugar, porque eu queria.
Enfim. Quando cheguei na faculdade, como ninguém me conhecia... pensei que aquela minha fama do colégio tinha acabado. Agora, eram todos estranhos. Mas não demorou muito pra na faculdade as pessoas começarem a me chamar de "nerd". E a minha fama da escola vem perdurando até hoje. E até hoje, não entendo o real motivo disso. Porque, em hipotese alguma eu sou nerd ou inteligente, maaas...
A questão é que eu até hoje, sinto-me na obrigação de tirar notas boas. Talvez, na tentativa de provar algo a alguém. Me sentir útel, boa em alguma coisa ou sei lá. Talvez, eu só esteja querendo provar algo pra mim mesma. Algo que eu também ainda não sei o que é...
E o que é mais frustrante: eu quero de tirar boas notas, e eu preciso. Pra manter um humor no minimo agradável. Mas.. ai que mora o problema, eu não sou dessas que gosta de estudar. Acredite se quiser. Eu sou esforçada. Só. E talvez seja por isso que hoje estou com bastante raivinha, buscando entender o porque das pessoas acharem que eu sou inteligente, diante das minhas lindas primeiras notas na 1º unidade desse maldito 3º periodo. Uma lastima. Beleza que foram acima da média. Pior seria se tivessem sido abaixo de 7, mas né? Me da uma raivinha mesmo. Não gosto dessa coisa de tirar nota baixa, sinto vergonha de mim. E tudo isso, só em dois dias... Foram três baldes de água bem fria, só em dois dias.
Mas, dizem que a gente aprender com os erros... Ou, nesse caso, com as porradas da vida, ou ainda, com a vergonha de tirar notas ruins... Um incentivo pra meter a cara nos estudos e dar a volta por cima, honrar essa maldita fama que me acompanha.
domingo, 19 de setembro de 2010
Mas eu me mordo de ciúmes
Ser mais seguro
E não ser tão impulsivo...
Mas eu me mordo de ciúme. "
E eu sou ciumenta. Eu morro de ciúme das pessoas que eu gosto, das minhas coisas... Eu só morro de ciúmes. Não que eu seja uma possessiva, louca, neurótica. Não. Mas é que eu gosto de ter as pessoas sempre por perto, comigo. Morro de medo de perdê-las. Gente, eu tenho só pavor de ficar sozinha. É, pode não parecer, mas eu detesto essa coisa de me sentir sozinha.
E das minhas coisas? Ok, talvez seja uma besteira, mas eu não gosto de emprestar minhas coisas pra qualquer um, ou que mexam nelas sem minha permissão. Muito mais se mexerem e tirarem do lugar depois. Eu fico uma fera.
Eu sou quase a Andie. Sim. Quer saber a fraqueza de uma canceriana apaixonada, na verdade, sofrendo de platonicidade? Observe as reações dela. Uma verdadeira aula de psicologia. Ela nunca consegue disfarçar. Por isso, as grandes mudanças de humor. Ela vai te dar alfinetadas, vai sempre discutir com você pelos motivos mais bestas, vai ficar com raiva sem nenhuma explicação. Tempos depois, ela vai falar com você, meio sem jeito, tentando parecer como se nada tivesse acontecido. Na verdade, por não conseguir ficar com raiva ou só por não conseguir ficar longe.
Acho que o pior de se sentir ciúmes de alguém é quando você não pode sentir em hipotese alguma, ciúmes dessa pessoa. Sério, como é que você vai chegar pra pessoa e dizer: "Sabe porque eu tô assim? Porque eu tenho ciúmes de você, seu boboca". Ele vai olhar pra você e dizer: " E o que eu tenho com isso?" Ai, você tem que aprender a conviver com esse ciúme encubado, sem poder contar nada. Sabendo que a pessoa te acha uma louca.
Ou então, você tira essa platonicidade da sua vida. Conta logo e acaba com isso. Vai, o que vai ser pior? Acho que a única coisa que poder acontecer de ruim, é você levar um fora e ele se afastar um pouco, mas e dai, ne?
OK. Como se eu conseguisse fazer isso.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Um dia bom a la tristeza.
Dai, eu me pergunto: " Poxa, será que é preciso ser falso pra se conseguir alguma coisa?Será que não se pode mais confiar em ninguém?"
Gente. Uma amizade não pode ser construida num plano incerto, falso. É preciso que as pessoas se entreguem, que compartilhem momentos. Isso é ser amigo. É você saber que uma pessoa tá ali, pra qualquer coisa que você precisar. Mas que você deve tá ali quando for o contrário. E, que não há dinheiro nesse mundo que interfira na amizade. Porque, numa amizade verdadeira não se deve deixar influenciar por futilidades.
Eu sempre busquei acreditar nas pessoas, e por mais que elas me decepcionassem, sempre ofereci a segunda chance. Porque todo mundo merece uma nova oportunidade. E por isso, sempre me achei uma boba, ingênua e idiota. Mas nunca mudei. E nem quero mudar. Acho que acreditar na bondade das pessoas, por mais que seja uma maluquice nesse mundo corrupto e mesquinho, é uma sementinha que deve ser sempre regada a fim de dar bons frutos (algum dia). Mas, sabe quando você se chateia tanto com uma coisa, que você perde totalmente o chão? Pronto, tô assim.
Isso é decepção. Você confia numa pessoa, diz com todas as letras que ela é tua amiga. É capaz de fazer tudo por ela, mas ai... Ela vacila. Por algum motivo, ela simplesmente vacila. E ai, você se vê na terrível situação: fulano é realmente minha amiga? Agora você tem medo de tocar no assunto. Quem garante que ela não vai mentir na resposta?
Mas eu prefiro acreditar que as pessoas por quem eu tenho tamanho apreço, não entrem nesse círculo de falsidade e mesquinharia. E que o que aconteceu, não passe de um horrível mal entendido. Seria muito ruim saber que uma das pessoas com a qual eu mais me aproximei, fosse falsa comiga. Vou continuar acreditando nas pessoas, talvez com um pouco mais de cuidado. Mas manter a essencia é fundamental, né?
E é assim que um dia bom termina recheado de tristeza, implorando por um ombro e com um cisco no olho.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Desabafo de uma in-love
Câncer é o signo mais sentimental do Zodiaco. E essa é uma das caracteristicas que mais me identificam como canceriana. Eu sou totalmente e altamente sensível. Sim, eu sou. Sou um vidro. Quero parecer forte, inquebrável e resistente. Quero me impor ao mundo e não me deixar abalar. Mas um vento forte, um empurrão ou algo muito pesado pode colocar tudo isso a perder. Sou a inquebrável frágil, a resistente vulnerável, a forte fraca.
Cada dia é uma aventura cheia de altos e baixos, de alterações de humor. Num momento sou só sorrisos, no outro, lágrimas. Ou, num momento sou extrovertida e no outro introvertida, ou timida e depois a cara de pau. Você nunca vai me entender. Você pode até tentar, e eu juro que vou ficar feliz com isso. Poucas são as pessoas que se dedicam a entender a cabeça de uma canceriana. Mas não se fruste se não conseguir. Essa tarefa não é fácil.
Agora, imagine uma pessoa assim apaixonada. É. Confuso. No começo ela vai jurar de pés juntos que não sente nada por você. Na verdade, ela não vai conseguir diferenciar os sentimentos. Com o tempo, quando ela começar a sentir ciúmes inexplicáveis e incontroláveis, aquela vontade de está mais perto, de querer conversar sempre, ou de apenas olhar a pessoa e saber que ela esta bem, ai sim... a ficha cai. E ela vai torcer pra outra pessoa gostar dela também. Mas não espere que a canceriana chegue junto e te fale. A sua tímidez é uma barreira constante e seu orgulho tá sempre rondando. Ela vai te gostar em segredo, rezando pra você perceber.
Enquanto isso, ela vai te olhar de longe, querendo um abraço, sem jeito. Com um sorriso de canto, desajeitado. Um mão suando frio. Um coração acelerado. Frases soltas. Fazendo de tudo pra você a notar e dar ao menos um bom dia. Você não faz idéia do quanto esse bom dia pode fazer seu dia perfeito. Ela só vai querer que você converse com ela, que riam juntos. Ela vai passar os minutos querendo conversar. Qualquer coisa. Pode apostar. Ela vai tá procurando alguma coisa pra falar. Mas ai, talvez ela não fale. Maldita vergonha. Ela vai te olhar e se perceber que você olhou na mesma direção, ela vai se encabular, ficar com as maçãs do rosto vermelhas, se atrapalhar e tratar de mudar a direção do olhar. Isso tudo, numa fração de segundos, então, talvez você nem perceba.
Ela vai te querer em segredo. E vai ser um querer tão puro.
Aah, se você perceber e gostar dela também. (yn)